Felipe Vasques denuncia perseguição política após operação do MP
Felipe Vasques denuncia perseguição política após operação do MP
Foto: Jornal do Cariri
Robson Roque
07/09/26 15:15

Presidente da Câmara contesta medidas da Operação Aletheia

O presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Felipe Vasques (PSDB), contestou as medidas cautelares impostas pela Justiça no âmbito da Operação Aletheia, deflagrada pelo Ministério Público na semana passada. O parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma investigação que apura fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em contratos de obras e serviços de engenharia estimados em mais de R$ 43 milhões.

Em coletiva de imprensa no dia seguinte à operação, o candidato a deputado estadual disse estar “extremamente tranquilo” e que, “juridicamente falando, há uma série de inconsistências” nas investigações. Ele questionou a rapidez das apurações, iniciadas após denúncia recebida pelo Ministério Público em maio, e atribuiu motivação política à operação. Segundo o vereador, a ação teria como objetivo desgastar sua candidatura e a de Ciro Gomes ao Governo do Estado.

O candidato também contestou a suspensão do exercício do cargo de vereador, alegando que estava licenciado da Presidência da Câmara de Juazeiro para disputar as eleições. “A investigação não tem qualquer relação com a Câmara. O que a gente tem, na Câmara, é a redução de contratos, um trabalho sério realizado. Então o que estão querendo mostrar de roubo a não ser perseguição?”, indagou.

Segundo ele, a decisão judicial menciona fraude em licitação, mas não detalha quais irregularidades teriam sido cometidas ou quais agentes públicos participaram. Ele também questionou a relação apontada com uma empresa investigada. De acordo com o vereador, sua atuação com a companhia se restringiu ao exercício da advocacia, encerrado em 2024.

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