Seis reservas ambientais terão planos de sustentabilidade financeira
Planos buscam fortalecer a conservação da Caatinga
Foto: Divulgação
Joaquim Júnior
25/08/26 13:00

Seis Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) no Cariri contarão com planos de sustentabilidade financeira que deve fortalecer a rede de Unidades de Conservação. A iniciativa, que tem à frente a Associação Caatinga, integra a quarta fase do projeto “RPPN Conservação Voluntária Gerando Serviços Ambientais”, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Ainda estão previstas a criação de duas novas reservas, a ampliação de quatro RPPNs já existentes e ações para ampliar o conhecimento sobre a importância dessas áreas para a conservação da Caatinga.

De acordo com Samuel Portela, coordenador de Conservação da Biodiversidade da Associação Caatinga, além dos benefícios ambientais, como proteção da biodiversidade, proteção da flora e dos aspectos de beleza cênica da região do Cariri, a criação e a ampliação dessas novas unidades podem ajudar a ampliar o turismo de natureza na região do Cariri. “Algumas delas vão ser abertas para visitação, prática de ecoturismo, como realização de trilhas, observação de aves, entre outros atrativos, dependendo da aptidão de cada uma dessas áreas que está sendo criada ou ampliada”, explica.

Segundo a associação, as RPPNs são unidades de conservação criadas voluntariamente por proprietários rurais que destinam parte de suas terras à proteção da natureza. Após o reconhecimento pelo poder público, essas áreas passam a ter proteção perpétua, contribuindo para a preservação da biodiversidade e dos serviços ambientais.

O consultor ambiental Flávio Ojidos, responsável pela elaboração dos planos, conta que o objetivo é transformar a conservação em uma atividade financeiramente viável: “Estamos aqui para pensar uma forma de trazer isso para a prática, de maneira simples, organizada e planejada, com ações concretas que permitam às reservas alcançar um ciclo contínuo de conservação.”

Os planos irão mapear oportunidades de captação de recursos, identificar formas de reduzir custos de gestão e estruturar um planejamento financeiro de médio prazo. Entre as alternativas avaliadas estão mecanismos como Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), créditos de biodiversidade e outras fontes de receita compatíveis com a conservação.

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