Fundação Araripe participa da COP17 sobre desertificação, na Mongólia
Fundação leva experiências do Semiárido para o debate global sobre desertificação
Foto: Divulgação
Joaquim Júnior
17/08/26 15:00

A região do Cariri, por meio da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe, marca presença na 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, entre os dias 17 e 28 de agosto.  O evento reúne delegações de 197 países para debater medidas de enfrentamento à desertificação, à degradação da terra e aos efeitos da seca.

A Fundação Araripe, conforme divulgado pela instituição credenciada na UNCCD, participará de dois eventos durante a COP17: um no Pavilhão Brasil e outro numa sessão da UNCCD. O Brasil marca presença na COP17 com o Pavilhão Brasil, espaço do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). No Pavilhão Brasil, serão realizadas apresentações das iniciativas brasileiras para o combate à desertificação e atividades de intercâmbio de experiências e cooperação internacional sobre as temáticas do evento.

“Com o tema ‘Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança’, a COP17 chega em um momento de urgência, tendo em vista que a degradação já atinge 40% das superfícies terrestres do planeta, de acordo com um estudo da UNCCD/ONU. Nesse contexto, as negociações da Conferência terão como metas: impulsionar recursos e aportes para o manejo sustentável de paisagens rurais, implementar ferramentas e inovações tecnológicas com foco na segurança hídrica e alimentar, bem como buscar a contenção das consequências associadas à degradação ambiental, a exemplo do êxodo rural e a instabilidade econômica em regiões áridas”, apresenta a Fundação Araripe.

A instituição, que atua há 26 anos na promoção do desenvolvimento sustentável no Semiárido brasileiro, tem o combate à desertificação como um dos seus eixos estruturantes. Ao atuar nas áreas semiáridas e subúmidas secas, a organização leva à Mongólia experiências concretas de projetos que pautam o enfrentamento à degradação por meio das boas práticas de manejo dos recursos naturais que conservam as paisagens, sua biodiversidade e os serviços ecossistêmicos promovendo segurança alimentar, hídrica e energética de forma inclusiva e sustentável, assegurando uma convivência com a semiaridez. Essas iniciativas apresentam alternativas para os principais vetores da desertificação: desmatamento para a demanda energética, sobre carga animal e sistemas produtivos que degradam.

Com informações da Ascom Fundação do Araripe

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