Sem apoio político, prefeito de Araripe abre embate contra servidores
11/08/26 0:00

O prefeito de Araripe, Zé Gordinho (PT), vive uma situação de caos, quando o assunto é sustentação e aliança política. Na última semana, o empresário Rodrigo Modesto (PSB) anunciou seu rompimento com o gestor, acusando dificuldade de manutenção do acordo firmado na eleição de 2022. Modesto era candidato e acabou desistindo da disputa para apoiar Zé Gordinho, para unir a oposição contra o então prefeito Cícero Ferreira, o Cícero de Deus (MDB). Outros nomes como o ex-prefeito, Giovane Guedes, principal articulador da campanha, e o vice-prefeito, Charles Lawrence (União), também romperam, acusando descumprimentos de acordo e perseguição política. Mas as crises no Governo Zé Gordinho parecem longe de acabar. Na sexta-feira (8), o prefeito acusou servidores efetivos de boicote à gestão, por insatisfação administrativa e por motivos políticos. Segundo ele, os servidores não cumprem suas jornadas e a Prefeitura já instaurou Processos Administrativos Disciplinares. A briga promete ser longa. Resta saber se a população aguenta.

Abrindo espaços

Como era esperado, a entrada de Giovanni Sampaio (PRD) no páreo da disputa para deputado estadual mudou o cenário de apoios em pelo menos cinco municípios do Cariri. O jogo começa a mudar pelo seu berço eleitoral, Jardim, onde o prefeito Antônio Coutinho (PT) deve declarar apoio a Giovanni. Coutinho estava fechado com a reeleição do deputado estadual Davi de Raimundão (MDB). Outros que devem aderir a Giovanni são o prefeito de Santana do Cariri, Samuel Werton (PT), e Guilherme Saraiva, em Barbalha. Eles esperavam a indicação do senador Camilo Santana (PT) e do deputado estadual Fernando Santana (PT). Giovanni dobrará com Fernando, que disputa vaga de deputado federal. Nos municípios de Antonina do Norte e Jati, a ideia é parte da base.

Resposta à xenofobia

O prefeito de Campos Sales, Moésio Loiola (PSB), saiu em defesa da vereadora Vanda de Assis (PT), natural do município, eleita pela cidade de Curitiba, no Paraná. Vanda sofreu crime de misoginia durante sessão no dia 6, quando a vereadora Tathiana Guzella (PL), mandou a cearense “voltar para o Ceará” e parar de “encher o saco”. Nas redes sociais, Moésio disparou contra Tathiana: um “Hitler de saia”. E completou qualificando como uma “cobra cascavel”. As duas vereadoras discutiam um projeto que cria um cadastro municipal para pessoas em situação de rua. Durante a fala discriminatória de Tathiana, Vanda reagiu automaticamente acusando a colega de misoginia e a mesa diretora tratou de cortar a fala. O Ministério Público do Paraná já denunciou Tathiana pelo crime.

Falando alto

Depois de ser questionado sobre sua participação na convenção do PT, dia 31 de julho, em Fortaleza, o prefeito do Barro, George Feitosa (MDB), garante que esteve presente e que é aliado de primeira hora. Apesar de não ter postado nada sobre o evento em suas redes sociais, George garante que formará o palanque do governador Elmano de Freitas (PT) no município, e que dará mais 60% dos votos ao governador. Em grupos de whatsapp, George vai mais longe e fala em 70% dos votos a Elmano e Lula. Apesar da segurança, George enfrenta problemas na gestão e na popularidade política. Na Câmara, não tem maioria dos vereadores e, recentemente, enfrentou o rompimento do seu vice-prefeito, Cloves Ferreira, que anunciou voto em Ciro Gomes ao governo. Quer unir a oposição.

Enquanto isso...

Em Brejo Santo, o retorno do recesso legislativo acabou chamando a atenção negativamente. Logo na primeira sessão, no dia 3, os trabalhos duraram apenas dois minutos, entre a abertura e o encerramento.

A sessão contou com quórum para deliberações e votações, mas nenhum vereador se inscreveu para fazer uso da palavra e não havia matérias na pauta. Restou ao presidente Ranilson Tavares (PSB) encerrar a sessão.

Em Santana do Cariri, uma frente, ainda tímida, parece querer ressuscitar a ex-prefeita Danieli Machado. Um perfil nas redes sociais (Instagram) pede o retorno da ex-prefeita, publicando vídeos e imagens da ex-gestão.

O perfil é direto: “Santana quer Danieli”, com a frase “volta Didila”. É mais um nome que se somará à larga oposição que já tem Pedro de Gerson (MDB), João Cabral (Psol) e Vicente Brilhante (PDT).

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