Cariri terá rede contra o desperdício de alimentos na Ceasa
Nova rede pretende dar destino a alimentos que hoje se perdem na cadeia de comercialização
Foto: Ceasa Ceará
Joaquim Júnior
28/07/26 10:00

Mais de 4,5 mil toneladas de frutas, verduras e legumes saíram de Barbalha, Crato, Jardim, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Porteiras, Farias Brito, Araripe e Campos Sales, para comercialização na Ceasa-CE, entre janeiro e julho deste ano. Os municípios movimentaram R$ 16,6 milhões. Sozinho, Jardim foi responsável por R$ 7,67 milhões em vendas, seguido por Barbalha (R$ 3,09 milhões) e Juazeiro do Norte (R$ 2,5 milhões). Em meio ao cenário de forte produção, o Cariri se prepara para receber a Rede Cearense de Banco de Alimentos (RECEBA), programa estadual voltado ao aproveitamento de alimentos que deixariam de ser comercializados.

Segundo o presidente da Ceasa-CE, Hebert Lima, a RECEBA foi criada para combater a perda e o desperdício de alimentos, estimulando a doação de produtos que não foram comercializados, mas permanecem próprios para o consumo. A proposta prevê a implantação de equipamentos de segurança alimentar, como bancos de alimentos e restaurantes populares, que receberão, selecionarão, higienizarão e distribuirão esses alimentos a entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Em fase de estruturação, a RECEBA deverá começar a ser organizada no Cariri nas próximas semanas. A expectativa é aproveitar parte da produção que hoje se perde ao longo da cadeia de comercialização, fortalecendo a segurança alimentar e criando um novo destino para alimentos que deixariam de gerar renda ou atender famílias em situação de insegurança alimentar. A iniciativa é do Governo do Ceará, por meio das Secretarias da Proteção Social (SPS) e do Desenvolvimento Agrário (SDA), da Ceasa-CE, do Programa Ceará Sem Fome, do Programa Mais Nutrição e do Instituto Pacto Contra a Fome.

“Atualmente, esta iniciativa está na fase de estruturação e um projeto de lei será enviado à Assembleia Legislativa do Ceará para institucionalizar a Rede. Os alimentos que não forem comercializados e que não estão próprios para o consumo humano serão destinados à compostagem, onde se transformarão em adubo para os agricultores familiares”, explica.

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