Artista visual investiga cidades e transformações urbanas em exposição no MAC
Mostra no MAC reúne fotografias e videoartes sobre cidades e identidades
Foto: Rafael Vilarouca
Joaquim Júnior
14/07/26 8:00

O Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC), localizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, recebe, a partir deste sábado (18), a exposição Babel, de Rafael Vilarouca. A mostra reúne um conjunto de fotografias e videoartes produzidas desde 2015 pelo artista visual, que vive em Juazeiro do Norte. Em referência à narrativa bíblica da Torre de Babel, marcada pela confusão entre os construtores após a criação de diferentes idiomas, o fotógrafo retoma a simbologia do mito para discutir a dificuldade de compreensão na sociedade contemporânea.

Como explica Vilarouca, a exposição surgiu após um coletivo que ele fazia parte ser desfeito. A partir daí, passou a fotografar a cidade de Juazeiro do Norte além das romarias, investigando o espaço urbano, suas transformações e as marcas deixadas pelo tempo na cidade. Natural de Icó e com relação constante com Fortaleza, ele expandiu o olhar artístico e passou a investigar as semelhanças e diferenças entre essas três cidades.

“A gente vai compreendendo as similaridades das imagens que eu vou colecionando, sempre captando nos três lugares, tentando meio que criar uma Babel imaginária, que é como se fosse a cidade que eu imagino. Então, Babel é um pouco isso também, uma cidade que eu crio ali”, explica Rafael.

Foto: Rafael Vilarouco

No projeto, ele também faz referência à obra “As Cidades Invisíveis”, do autor Ítalo Calvino. Na obra, o explorador Marco Polo e o imperador Kublai Khan dialogam sobre cidades fantásticas e oníricas. “E aí eu me referencio muito nisso também, porque eu me utilizo muito de colagens digitais, de colorização nas imagens, que nunca são exatamente como elas foram fotografadas. Então, a minha investigação também passa por isso, de olhar, de fotografar, registrar, mas também de intervir nessas imagens”, conta o artista.

Nas obras expostas, Rafael apresenta como a região do Cariri influencia sua produção. “Existia um tipo de fotografia muito previsível aqui na região e eu queria experimentar algo diferente. E aí é nesse lugar que eu passo a olhar para a paisagem, para a cidade, para os objetos urbanos, e que estão também completamente relacionados com a própria vida cultural daqui, que tem as cores, tem tudo isso que faz parte também”, relata, ao destacar que o trabalho evidencia a instabilidade dos espaços urbanos e dos símbolos que organizam a vida cotidiana.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE