Dengue domina cenário das arboviroses no Cariri em 2026
Região registrou duas mortes por arboviroses este ano
Foto: Thiago Freitas/Lacen-CE
Robson Roque
22/06/26 15:00

O perfil das arboviroses no Cariri vem passando por uma mudança significativa. Dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) mostram que a circulação dessas doenças está cada vez mais concentrada na dengue, que responde por praticamente todos os casos confirmados em 2026.

Até meados de junho, foram confirmados 1.031 casos de arboviroses na região. Desse total, 1.024 foram de dengue, sete de chikungunya e nenhum de zika. Na prática, a dengue representa mais de 99% das confirmações registradas neste ano.

O cenário reforça uma tendência observada nos últimos anos. Em 2025, a região somou 2.216 casos confirmados de dengue e 48 de chikungunya, enquanto a zika também não registrou confirmações. Em 2026, a diferença se ampliou: a chikungunya soma apenas sete casos até o momento. O cenário indica que a circulação das arboviroses está cada vez mais concentrada em uma única doença.

Além de liderar as confirmações, a dengue também é a única arbovirose associada a casos graves na região. Os dados apontam três ocorrências graves e dois óbitos registrados neste ano, em Jardim e Juazeiro, todos relacionados à doença.

Embora chikungunya e zika continuem sob vigilância, os números indicam que o principal desafio relacionado às arboviroses no Cariri segue sendo a dengue, reforçando a necessidade de manutenção das ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti.

Monitoramento

O monitoramento epidemiológico conta com o apoio da rede estadual de vigilância laboratorial. No Cariri, o Laboratório Regional de Saúde Pública, sediado no Crato, atua no processamento e encaminhamento de amostras coletadas pelos municípios, contribuindo para a identificação dos vírus em circulação.

“O LRSP Crato desempenha papel estratégico na vigilância em saúde, por meio da Área Técnica de Produtos, garantindo o controle da qualidade e promovendo impactos diretos na proteção e no bem-estar da população”, ressalta o diretor do Lacen do Crato, José Raimundo Pinheiro.

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