Atlas da Violência 2026: Crato tem taxa de homicídio estimado de 40,5; Juazeiro tem 35,3
Dados foram divulgados nesta terça-feira (26) e correspondem ao ano 2024
Jaqueline Freitas
26/05/26 16:20

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou, nesta terça-feira (26), o Atlas da Violência 2026, com referência ao ano de 2024. Numa lista que retrata a taxa de homicídios em 336 municípios brasileiros, com mais de 100 mil habitantes, o Crato aparece no 45º lugar, com 56 homicídios, e Juazeiro do Norte no 63º lugar, com 107 homicídios. Crato e Juazeiro do Norte têm 138.232 e 303.004 habitantes, e taxa de homicídio estimado de 40,5 e 35,3, respectivamente.

Em média, a taxa dos 20 municípios mais violentos foi de aproximadamente 64,7 homicídios por 100 mil habitantes, ao passo que a dos 20 menos violentos ficou em torno de 4,9. Quatro municípios cearenses estão entre os cinco mais violentos do Brasil, de acordo com o levantamento: em primeiro lugar, Maranguape (CE), com taxa de homicídio de 87,2; em terceiro lugar, Maracanaú, com taxa de 74,1; em quarto lugar, Itapipoca, com 74; e em quinto lugar, Caucaia; com taxa de homicídio de 72,9. O segundo lugar é de Jequié, na Bahia, com taxa de homicídio de 79,4. Completa a lista dos cearenses entre os 20 municípios brasileiros mais violentos, Sobral, na 13º colocação, com taxa de homicídio de 59,9.

Os 20 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e menores taxas de violência estavam integralmente concentrados no Sudeste e no Sul: foram 15 municípios do Sudeste e 5 do Sul. Os menores valores foram observados em Jaraguá do Sul (SC), com taxa de 2,0 homicídios por 100 mil habitantes, Brusque (SC), com 2,6, Santa Bárbara d’Oeste (SP), com 3,2, Lavras (MG), com 3,6, e Bragança Paulista (SP), com 3,8.

Os jovens continuam sendo a maior parcela das vítimas de mortes violentas. Em 2024, 19.801 jovens tiveram suas vidas interrompidas, com taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Eles representam 46,5% das vítimas de homicídio no país. Entre 2014 e 2024, 301.825 pessoas, entre 15 e 29 anos, foram assassinadas — cerca de 75 por dia.

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