Curva Galeria inaugura novas exposições na Quebrada Cultural
Até o final do ano, espaço receberá dez exposições mensais e 20 microexposições
Foto: Quebrada Cultural
Joaquim Júnior
19/05/26 12:30

A Curva Galeria, espaço voltado às artes visuais da Quebrada Cultural, localizado no bairro Triângulo, em Juazeiro do Norte, apresenta as exposições La Porna: O Retorno Inconsciente da Mulher Histérica, de Ivyna Gregório, e Poema das Águas, de Nívia Uchôa. As mostras fazem parte do Programa de Exposições 2026, que se propõe a apresentar, ao longo do ano, dez exposições mensais, 20 microexposições e 30 oficinas em artes visuais e suas técnicas.

Em La Porna, por meio de imagens e gestos, Ivyna Gregório propõe um olhar sobre o corpo da mulher como território de resistência e de retorno. A exposição, conforme divulgado pela Curva Galeria, parte do conceito de “porna” (termo ligado à melancolia feminina no imaginário popular nordestino) para investigar as camadas inconscientes do comportamento feminino historicamente patologizado.

Por sua vez, em Poema das Águas, Nívia Uchôa apresenta trabalhos que emergem da relação entre a vida microscópica, os ciclos da água e a paisagem do semiárido. A exposição propõe uma contemplação sensível de organismos e ambientes geralmente invisíveis ao olhar cotidiano.

Lucas Gal, responsável pela curadoria das exposições, conta que o Programa é um projeto contínuo de difusão, formação e democratização das artes visuais no Cariri. A ação teve início com a exposição “O Que a Terra Não Esquece”, da artista Lenita Amaral, e Efatá, exposição coletiva com 13 artistas organizada em parceria com o Laboratório de Estudos Criativos Bixórdia. Entre os nomes já confirmados para as próximas edições, estão o artista caririense Leo Ferreira e Negrosoousa, do município de Granja. A previsão é que, até o dia 30 de dezembro, a Curva Galeria siga com as exposições abertas à visitação.

“Esta iniciativa busca fomentar a carreira de artistas visuais da região do Cariri e de estados vizinhos, com foco especial em produtores periféricos, interioranos, LGBTQIAPN+, negros, indígenas, mulheres e PCDs, criando um circuito de visibilidade e troca de saberes”, explica Lucas Gal.

Conforme destacou o curador, promover a ocupação da Curva Galeria de Arte oportuniza cotidianamente a apreciação de obras para pessoas em situações vulneráveis e usuários do sistema de formação de público que, além da experiência de visitação às exposições, podem ter acesso a formações, espetáculos, performances, etc. “Venha experienciar as artes em ciclos desviantes das rotas centrais. A programação é aberta para todas as pessoas interessadas”, convida. As próximas exposições podem ser acompanhadas através dos perfis @curva_galeria e @quebradaculturalt, no Instragram.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
RECOMENDADAS PARA VOCÊ
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE