Justiça Eleitoral lança campanha para incentivar candidaturas de mulheres
Campanha do TSE reacende debate sobre representação no Cariri
Foto: Secom - TSE
Robson Roque
11/05/26 13:45

Apesar do avanço de mulheres e pessoas negras nas candidaturas das eleições municipais de 2024, os grupos seguem sub-representados entre os eleitos no Cariri. Os dados, coletados pelo Jornal do Cariri a partir de registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dialogam com a “Campanha Representatividade”, lançada na semana passada pela Justiça Eleitoral, para incentivar candidaturas femininas, negras e indígenas.

No recorte analisado da região, as mulheres representaram cerca de 35% das candidaturas, com 628 registros entre 1.790 candidaturas no total. Entre os eleitos, porém, elas ocuparam apenas 214 das 764 vagas, equivalente a cerca de 28%. 

O cenário se repete no recorte racial. Pessoas pardas foram maioria entre os candidatos, com pouco mais de 51% das candidaturas. Ainda assim, os candidatos brancos seguiram como o maior grupo entre os eleitos no Cariri, com 353 vitórias, contra 349 de candidatos pardos.

O levantamento também aponta desigualdades dentro da própria representação feminina. Mulheres pretas e pardas somaram 385 candidaturas na região, mas apenas 108 conseguiram se eleger. Entre os municípios com maior participação proporcional de mulheres eleitas estão Jardim e Nova Olinda, ambos com quase 47% das vagas ocupadas por mulheres. 

Já cidades como Crato e Barbalha registraram percentuais inferiores aos observados em parte dos municípios menores. A campanha do TSE busca, justamente, chamar atenção para a distância entre a composição da população brasileira e o perfil dos ocupantes dos cargos políticos.

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