Nomeação de vereador de Granjeiro acirra debate em Juazeiro
prefeito vai denunciar o caso ao Ministério Público
Reprodução Redes Sociais
Madson Vagner
05/05/26 14:01

O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), e o vereador José Lucas, o Lukão (PSDB), usaram as redes sociais para discutir a legalidade de uma nomeação para a Secretaria de Esporte e Juventude. O debate, iniciado na Câmara, com denúncia dos vereadores Lukão e Capitão Vieira Neto (MDB), ganhou repercussão quando a discussão chegou a uma live ao vivo, entre Glêdson e Lukão. Os dois trocaram acusações.

O caso se refere à nomeação de Leonardo Alexandre Marques de Freitas, como coordenador de Iniciação Esportiva, em dezembro de 2025. Ele é vereador no município de Granjeiro e exerce cargo comissionado em Juazeiro. Sobre a atuação do servidor, Glêdson observou que a Câmara de Granjeiro tem apenas duas sessões por mês e que, em Juazeiro, o servidor bate ponto. Glêdson destacou, ainda, que Leonardo reside em Juazeiro há 30 anos e atuou nos governos dos ex-prefeitos Arnon Bezerra (PSB), Raimundo Macedo (MDB) e Manoel Santana (PT).

Diante da polêmica, o presidente da Câmara, Felipe Vasques (PSDB), foi às redes sociais comentar a situação. Abordando apenas o mérito jurídico, Felipe, que é especialista em Direito Administrativo, disse se tratar de um caso específico. De forma geral, a legislação proíbe a contratação. No entanto, no caso em questão, o vereador exerce o mandato em Granjeiro e tem o cargo comissionado em Juazeiro. Por tanto, em municípios diferentes, o que é permitido. O vereador só estaria impossibilitado, caso os dois cargos públicos fossem no mesmo município.

O prefeito disse que vai denunciar o caso ao Ministério Público. “Eu vou abrir um processo na Justiça, contra esses cidadãos (Lukão e Vieira)”, destacando que vai orientar Sandrinha Cavalcante, sua esposa e pré-candidata a deputada federal, a fazer o mesmo, por ser atingida com as “ilações”. Além de questionarem como o vereador consegue exercer os dois cargos ao mesmo tempo, os denunciantes especularam se a motivação da contratação é eleitoral.

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