Lula sai humilhado da derrota de Jorge Messias enquanto Cid passeava em Lisboa
29/04/26 21:14

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, pelo Senado Federal, representou um duro revés para o governo do presidente Lula. Apontado como um dos principais atingidos pela derrota, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo respeita a decisão do Congresso: “O presidente Lula recebe com serenidade a decisão do Senado”.

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, pelo Senado Federal, marca um episódio raro — e historicamente simbólico — na política brasileira. A última vez que o Senado havia barrado uma indicação para o STF ocorreu ainda no século XIX, em 1894, durante o governo do presidente Floriano Peixoto. Ou seja, são mais de 132 anos sem que um nome indicado ao Supremo fosse rejeitado.

Apesar do discurso público de tranquilidade do ministro José Guimarães, Lula convocou uma reunião emergencial, ainda na noite desta quarta-feira (29), para avaliar os desdobramentos políticos da votação e redefinir a estratégia do governo junto ao Congresso. O presidente Lula está tonto, pois saiu da rejeição desmoralizado.

Com a derrota, a ausência do senador Cid Gomes, que está em viagem oficial a Portugal, chamou atenção e foi interpretada como um gesto político relevante. Esse não comparecimento de Cid Gomes pode sinalizar um possível distanciamento em relação ao grupo governista no Ceará, liderado pelo governador Elmano de Freitas, ampliando as incertezas no cenário político local. Afinal, enquanto Jorge Messias era barrado, Cid Gomes cumpria agendas em Lisboa.

A derrota de Messias expõe fragilidades na articulação política do Planalto e acende um alerta sobre a governabilidade nos próximos movimentos institucionais. Esse veto ao nome de Jorge Messias ameaça antecipar mais cedo o Lula 3, e fazer o presidente da República mudar de planos, e não disputar um novo mandato.

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