Municípios do Cariri fortalecem políticas para a primeira infância
Censo 2022 aponta mais de 100 mil crianças entre 0 e 6 anos no Cariri
Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil
Joaquim Júnior
12/04/26 17:20

Desde que o Pacto Cearense pela Primeira Infância foi implantado, há um ano, instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil atuam coletivamente em prol de fortalecer as políticas públicas voltadas às crianças de zero a seis anos de idade. Em novembro de 2025, todos os municípios do Cariri aderiram o Pacto que, a nível estadual, já tem 36% dos compromissos firmados pelas Prefeituras concluídos, enquanto os órgãos estaduais atingiram 48,9% de execução das ações pactuadas.

Dados do Censo 2022, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que, à época, o Cariri possuía mais de 100 mil crianças com idade entre 0 e 6 anos. Esta faixa etária, conforme apresentado pelo Pacto, equivale à primeira infância, considerada uma a fase crucial para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional do ser humano, o que funda os alicerces para uma sociedade mais justa e equitativa.

Entre as ações do Pacto na implementação de ferramentas de dados e informações para o desenvolvimento infantil, o Observatório Municipal da Primeira Infância do Ceará apresenta o Índice Cearense da Primeira Infância (Icepi), que mede a cobertura, a qualidade e os resultados dos serviços municipais em saúde, nutrição, educação e assistência social.

Na plataforma, os três maiores municípios do Cariri, que formam o triângulo Crajubar, apresentam média geral de 61,54 pontos (Crato), 45,35 (Juazeiro do Norte) e 42,45 (Barbalha). No Ceará, a média geral do Icepi é de 66,86 pontos. Em relação ao progresso das atividades propostas pelo Tribunal de Contas do Ceará (TCE), os municípios caririenses que alcançaram pontuação máxima, concluindo todos os compromissos, são Crato, Barbalha, Brejo Santo, Milagres, Potengi, Farias Brito e Lavras da Mangabeira.

De acordo com a assessora da Primeira Infância em Crato, Jamille Vieira, a pauta vem sendo construída e fortalecida desde o Marco Legal da Primeira Infância, aprovado em 2016. “O que acontece na infância, não fica na infância… As vivências, os aprendizados que irão nos acompanhar ao longo da vida são construídos nessa fase da vida”, destaca, ao dizer que, nesse sentido, a política pública não pode ficar alheia às demandas desse público e deve, dentro da sua atuação, propor ações que contribuam para que os serviços cheguem com mais qualidade para os bebês, crianças pequenas e seus cuidadores.

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