Livro sobre florestas será lançado no aniversário de 80 anos da Flona Araripe
Obra é produzida por instituições como a Fundação Araripe e o ICMBio
Foto: Vandson Oliveira
Joaquim Júnior
22/03/26 14:20

Os 80 anos da Floresta Nacional (Flona) do Araripe-Apodi, que serão celebrados no mês de maio, contarão com programação especial promovida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Araripe, órgão responsável pela administração da Flona. Entre as ações planejadas, está o lançamento do primeiro livro sobre florestas nacionais do Brasil – dentre elas, a Flona Araripe-Apodi. A obra é produzida pela Fundação Araripe, em parceria com o ICMBio, o Instituto do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e o professor José de Arimatéia Silva, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com imagens do fotógrafo João Vital.

A Floresta Nacional do Araripe-Apodi foi criada através do Decreto-Lei n 9.226 de 2 de maio de 1946. Localizada nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, ela possui área superior a 38 mil hectares e está localizada na Chapada do Araripe, que pode ser reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco. Lar do Soldadinho-do-Araripe, ave que se tornou símbolo da região, a Flona Araripe resguarda uma riqueza inestimável de flora e fauna.

Como destaca a Fundação Araripe, a rica biodiversidade da Flona Araripe também possibilita geração de renda às famílias locais por meio do extrativismo dos frutos nativos. No Cariri cearense, famílias extrativistas garantem seu sustento através da coleta, processamento e comercialização de frutos, como o pequi, fava danta, babaçu, maracujá peroba, manguaba, espécies frutíferas encontradas na Floresta Nacional do Araripe. Ela é uma das entidades que atuam no âmbito ambiental e celebraram, no último sábado (21), o Dia Internacional das Florestas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data foi criada com a finalidade de destacar a importância do uso e da conservação florestal, considerando que estas áreas estão diretamente ligadas à conservação da biodiversidade, da paisagem e seus serviços ecossistêmicos, promovendo resiliência climática, segurança, hídrica e estabilização dos solos.

Através de um projeto do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), intitulado “Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil: Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade” (Redeser), a Fundação elaborou planos de manejo florestal para assentamentos da região do Cariri. “A partir dos planos de manejo, foi possível apresentar às comunidades locais como o uso sustentável dos recursos florestais no bioma Caatinga pode gerar trabalho e renda para suas famílias”, explica o diretor técnico da Fundação Araripe, Francisco Campello. Conforme explicou, o uso sustentável foca na segurança alimentar, hídrica e energética, além da conservação das paisagens florestais e de seus serviços ecossistêmicos.

De acordo com ele, a temática do uso sustentável das florestas foi abordada através das práticas do manejo florestal de uso múltiplo integrado, porque esta ferramenta contempla todas as ações possíveis no ambiente da floresta – seja forragem, frutos, sementes, madeira ou serviços. “O uso sustentável das florestas é materializado através do manejo florestal. E é importante ressaltar que a floresta está presente no mel que consumimos, na pastagem para os animais, na biomassa para a indústria, e no nosso dia a dia, como na madeira para móveis ou cercamento de áreas”, pontua Francisco.

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