Participação feminina na política ainda é desafio no Cariri
Mulheres continuam sub-representadas na política
Foto: Reprodução / montagem
Regy Santos
10/03/26 9:00

Mesmo com um cenário mais favorável às candidaturas femininas no meio político, as mulheres ainda são minoria em cargos do Legislativo e do Executivo. Dados divulgados pela ONU Mulheres Brasil e pela União Interparlamentar revelam que, em todo o mundo, o avanço da igualdade de gênero na liderança política tem ocorrido de forma lenta.

O mapa aponta que os homens continuam superando as mulheres em mais de três vezes nas posições executivas e legislativas globais. No Cariri, a Câmara Municipal de Juazeiro do Norte registrou um pequeno avanço nas últimas eleições. Em 2020, o Legislativo municipal contava com três vereadoras. Já nas eleições de 2024, uma mulher a mais foi eleita, elevando para quatro o número de parlamentares na atual legislatura.

Entre elas, a vice-presidente da Casa, Pergentina Jardim, do Podemos. Para a parlamentar, é fundamental ampliar a presença feminina em espaços de decisão. Segundo ela, as mulheres precisam ocupar mais posições de destaque dentro da sociedade e da política.

A vereadora também defendeu a união de diferentes setores da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. “Precisamos unir forças para discutir estratégias de enfrentamento à violência de gênero, como a realização de audiências públicas, mobilizações sociais e o fortalecimento dos canais de proteção às vítimas”, destacou.

No Ceará, outra função de destaque na política também é exercida por uma mulher: a vice-governadora Jade Romero (PT). Segundo ela, apesar de as mulheres representarem a maioria da população e também grande parte de chefes de família no Brasil, ainda enfrentam desigualdades em diversos aspectos da vida pública e política.

A vice-governadora ressaltou que muitas mulheres conduzem as decisões dentro das famílias e sentem diretamente os impactos das políticas públicas nas áreas econômica, educacional e social. Mesmo assim, continuam sub-representadas nos espaços de decisão e recebem, em média, salários menores do que os homens, ao desempenhar funções semelhantes.

Para Jade Romero, ampliar a presença feminina na política passa pelo enfrentamento da violência política de gênero e pela discussão sobre a divisão de responsabilidades entre homens e mulheres no ambiente doméstico. Segundo ela, a sobrecarga feminina, muitas vezes, afasta mulheres da vida pública e de posições de liderança.

“É necessário combater a violência em diferentes esferas e fortalecer políticas públicas que ampliem a participação feminina nos espaços de decisão, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária”, completou.

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