Descarte de resíduos sólidos é inadequado em mais de 90% do Cariri
Estudo destaca riscos ambientais e à saúde pública com descarte irregular
Foto: Arquivo JC
Natália Alves
02/03/26 17:02

A situação do manejo de resíduos sólidos na região do Cariri é preocupante. Levantamento divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinisa) aponta que 90% das cidades da região ainda destinam seus resíduos a lixões ou aterros controlados, estruturas que não possuem a infraestrutura adequada exigida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

De acordo com os dados, dos 29 municípios que compõem o Cariri, 20 ainda utilizam lixões ou aterros controlados para o descarte do lixo. Apenas duas cidades informaram contar com aterros sanitários estruturados. Esses locais considerados inadequados não garantem a impermeabilização correta do solo, nem o tratamento adequado de gases e do chorume, aumentando os riscos de contaminação ambiental e impactos à saúde pública.

Na RMC, o cenário também preocupa. Sete cidades ainda realizam descarte irregular de resíduos, apenas uma utiliza aterro sanitário e há municípios que não repassaram informações ao sistema federal. Entre os avanços registrados está o município de Barbalha, que desativou o lixão em janeiro de 2023, após mais de 20 anos de funcionamento. Em 2024, foi a única cidade da região a informar a destinação dos resíduos para um aterro sanitário adequado.

O Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (Comares), que abrange os municípios de Altaneira, Barbalha, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Jardim, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri, e visa a desativação de lixões a céu aberto nos nove municípios, conta com a parceria da concessionária Regenera Cariri, para gerir os resíduos sólidos.

Para Ingrid Botelho, engenheira ambiental e gerente da Regenera Cariri, os dados do levantamento reforçam que o esforço isolado das prefeituras esbarra no alto custo operacional. “A atuação da Regenera junto ao Comares e municípios permite uma gestão compartilhada, que viabiliza o fechamento definitivo dos lixões. Estamos transformando um passivo ambiental histórico em uma operação profissional, garantindo proteção ao solo e ao lençol freático da nossa região", explica.

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