Lei que restringe uso de celulares muda rotina escolar no Cariri
Crato e Juazeiro apontam efeitos da lei dos celulares
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Robson Roque
03/03/26 0:00

Um ano após a entrada em vigor da lei que restringiu o uso de celulares nas escolas, redes municipais do Cariri começam a contabilizar os efeitos da medida. Em Crato e Juazeiro do Norte, cidades com mais alunos na região, gestores relatam mudanças na concentração, na dinâmica dos intervalos e no clima escolar.

O Ministério da Educação prepara uma pesquisa nacional para avaliar os impactos da norma. O ministro Camilo Santana (PT) classificou a iniciativa como “uma das medidas mais importantes” do último ano e afirmou que os estudantes retornam a um ambiente com mais aprendizagem e interação. “A medida, adotada para proteger os estudantes, reforçou o foco no aprendizado. Agora, celulares e tecnologia em sala de aula são utilizados apenas como ferramentas pedagógicas”, considera Camilo.

Em Crato, a aplicação da norma envolveu formação de gestores, orientação às famílias e ações pedagógicas, segundo a secretária municipal de Educação, Neyla Cyrce Brito. “Houve um período inicial de adaptação, marcado por mobilização e orientação em todas as escolas”, afirmou. Segundo ela, cada unidade definiu estratégias de fiscalização, com registro de ocorrências e comunicação aos responsáveis.

Após um ano, os efeitos são considerados positivos. “Observa-se uma mudança significativa no comportamento dos estudantes. Há maior concentração nas atividades e mais interação social nos intervalos”, destacou a secretária.

Em Juazeiro do Norte, a Secretaria Municipal de Educação estruturou a lei com estudo da legislação, orientação aos professores e reuniões com as famílias. Segundo a coordenadora de Gestão Pedagógica, Maria Rocilda da Silva, a fiscalização é tratada como responsabilidade compartilhada pela comunidade escolar, com medidas pedagógicas e diálogo com os responsáveis em casos de descumprimento.

A coordenadora identificou impactos positivos no processo de aprendizagem e na convivência escolar. “Observa-se redução nos episódios de distração em sala de aula e melhoria na participação dos alunos”, afirmou. Ela também destacou maior interação social nos intervalos e o fortalecimento das relações entre estudantes.

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