Pedro Lobo tem liberdade provisória, após prisão por suspeita de crime sexual
A defesa do deputado informou que em breve provará a inocência do político
Foto: Divulgação
Redação
03/02/26 20:13

A Justiça concedeu liberdade provisória ao suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT), na tarde desta terça-feira (3). O político havia sido preso por suspeita de importunação sexual. A decisão foi tomada pelo juiz Bernardo Lima Vasconcelos Carneiro, da 15ª Vara da Justiça Federal do Ceará, que entendeu não haver elementos suficientes para manter o parlamentar preso e não impôs medidas cautelares. A defesa do deputado informou que, em breve, provará a inocência do político. 

Em meio à repercussão do caso, o Partido dos Trabalhadores decidiu abrir uma sindicância ética e suspender a filiação de Pedro Lobo enquanto as investigações estiverem em andamento. Em nota, o diretório municipal do PT no Crato afirmou repudiar “toda e qualquer forma de violência contra as mulheres” e destacou que eventuais condutas individuais não representam o partido.

Em entrevista, a vítima, uma mulher pernambucana de 33 anos, relatou que o agressor não esboçou reação ao ser questionado sobre o ato e nem mesmo pediu desculpas ou afirmou que se tratava de um mal-entendido.

O caso ocorreu no Aeroporto Orlando Bezerra, em Juazeiro do Norte, na última segunda-feira(2), durante o desembarque de um voo. O deputado foi acusado de ter encostado as partes íntimas na mulher, que registrou a denúncia ainda no local. Após a acusação, Pedro Lobo foi conduzido à sede da Polícia Federal, onde passou pelos procedimentos legais e, posteriormente, encaminhado à Cadeia Pública.

Repercussão na Câmara de Juazeiro

A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte repercutiu o caso envolvendo o suplente de deputado na primeira sessão do ano. A vereadora Auricélia Bezerra (PSB) solicitou que o Legislativo emita uma nota de repúdio contra o parlamentar, afirmando que “jamais poderia ficar calada diante do que aconteceu”.

Auricélia questionou a conduta do político e disse que um parlamentar deve dar exemplo. Do mesmo partido de Pedro Lobo, o vereador Bilinha (PT) afirmou que não assinaria a nota de repúdio, alegando que não tomaria partido “até que se prove o contrário”, defendendo que o Legislativo se solidarize com as famílias do parlamentar e da vítima. Além de Auricélia, assinaram a nota de repúdio os vereadores Rita Monteiro (PSB), Pergentina Jardim (PODE), Badu (PMN), Lukão (PSDB) e Rafael Cearense (PODE). 

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