Presidente da Câmara de Juazeiro ameaçado de não disputar eleições 2026
Presidentes do Agir no Ceará e em Juazeiro publicaram nota
Donizete Arruda
15/01/26 22:32

O presidente da Câmara de Juazeiro do Norte, Felipe Vasques, enfrenta um novo problema político. No mesmo dia em que sustou uma dificuldade administrativa no parlamento e demitiu a assessora parlamentar que já foi presa como traficante, Felipe Vasques entra em rota de colisão com a direção estadual de seu partido, o Agir.
Rompidos, o presidente do Agir-Ceará, Carlos Kleber e também o do Agir-Juazeiro, Bosco Araújo, publicaram uma dura nota para atingir Felipe Vasques: “Partido AGIR 36 vem a público esclarecer que não compactua, não apoia e não tolera qualquer prática que afronte a legalidade, a moralidade administrativa e os princípios éticos que devem nortear a vida pública. Diante dos fatos divulgados envolvendo nomeações no âmbito da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, o AGIR 36 reafirma que defende a apuração rigorosa de toda e qualquer denúncia pelos órgãos competentes, com respeito ao devido processo legal, à transparência e à responsabilidade institucional. O partido reforça seu compromisso com a ética na política, a boa gestão pública e o interesse da população de Juazeiro do Norte, deixando claro que tais valores são inegociáveis, independentemente de filiação partidária. Seguiremos vigilantes, sempre ao lado da lei, da verdade e do interesse público.”
Esse confronto entre Carlos Kleber e Felipe Vasques terá uma consequência eleitoral insuperável. A janela partidária para deputados federais e estaduais trocarem de legenda é no final de março e início de abril. Ocorre que vereadores que queiram disputar às eleições este ano não têm direito a janela. Só em 2028.
Assim, o vereador Felipe Vasques, que é candidato a deputado estadual neste ano, só pode deixar o Agir36 e se filiar a outro partido, com aval ou da direção estadual ou nacional. Outra saída seria Felipe Vasques concorrer à Alece pelo Agir36.
Aí surge um impasse: o presidente estadual Carlos Kleber sustenta que não dará legenda para Felipe Vasquez ser candidato pelo Agir e nem o liberará para se filiar a outro partido. A briga deles seria feia. E sem chances de vencerem esse atrito entre eles.
Agora, se Felipe Vasques abandonar o Agir e ingressar noutro partido, pode ter sua candidatura cassada por infidelidade partidária. E ficar inelegível. A saída dele é buscar uma decisão judicial no TRE-Ceará ou no TSE, alegando estar sofrendo perseguição política, conseguindo deixar o Agir36.

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